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Hipnoterapia SP. Walther Kerth é hipnoterapeuta em São Paulo.
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18 a 21 de Abril de 2024

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criança subindo os degraus da vida

Amadurecimento por Walther Kerth

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[trecho do capítulo Introdução do livro Inteligência Relacional, página 7, publicado em janeiro de 2022]

Quando nascemos, ainda sem liberdade de escolha, somos convidados, estimulados e/ou conduzidos a subir, degrau por degrau, uma longa escada chamada de vida! Assim é a nossa jornada, metaforicamente falando.

Nossos pais ou cuidadores, muito bem-intencionados, com o conhecimento que possuem, ansiosos pelo nosso desenvolvimento e adaptação a esse mundo, se empenham de coração nessa tarefa.

Assim, antes mesmo de termos autonomia para escolher, sabermos o que é certo ou errado, bom ou ruim, agradável ou desagradável, ou ainda podermos avaliar as consequências, começamos a subir a nossa longa “escada”.

Se nesta escalada, porventura, pararmos alguns instantes e olharmos em volta, certamente veremos inúmeras outras escadas ao nosso redor, cada uma delas sendo subida por outras crianças, adolescentes, jovens e adultos – cada um na sua própria escada.

Muitos deles ocupam posições mais altas, já tendo alcançado vários mais altos, de suas próprias escadas. Isso nos convida a assumir que viver significa subir, cada um de nós, a sua própria escada, do jeito que nos for possível.

Então, retomamos a nossa subida, com mais ou menos empenho, dependendo de nossas experiências nesta escalada interminável de uma vida toda.

Alguns anos se passam e se ocasionalmente pararmos em nossa subida, para outra vez olharmos à nossa volta, agora de uma posição mais alta, da qual podemos enxergar mais longe, compreenderemos um pouco melhor a vida.

Novamente constatamos que a maior parte de todos os que enxergamos ao nosso redor está, cada um deles, subindo como pode ou como consegue a sua própria escada, alguns mais rapidamente, outros mais devagar. Alguns estão em posições mais altas, outros em níveis parecidos com os nossos e, ainda outros, abaixo de nós. Mais velhos somos capazes de ver outras crianças mais jovens iniciando suas jornadas. Cada uma no seu próprio ritmo.

Mais uma vez, retornamos à nossa jornada e prosseguimos. Descobrimos que parte das nossas perguntas e dúvidas já foi respondida satisfatoriamente, mas outras não.

Um dia, mais velhos e experientes, tendo subido muitos degraus, outra vez damos uma breve parada para olhar à nossa volta, agora numa posição bem mais alta e privilegiada, que nos permite enxergar muito além.

Numa dessas pausas, quando paramos e olhamos em volta, podemos descobrir que a nossa própria escada está encostada na parede de outra pessoa! Que ela esteve encostada, desde a infância, numa parede que não parece ser a nossa. Podemos constatar que estivemos, toda a vida, perseguindo objetivos e ideais que pertenciam a outras pessoas e não nos inspiravam.

Se isso acontecer, o choque interior pode ser grande. Conflitos gigantescos podem emergir.

Conforme acontece com muitas pessoas, uma decisão importante deverá ser tomada: encontrar uma nova razão para continuarmos com a nossa escada encostada na parede antiga, já tão familiar e conhecida, mesmo que fosse, originalmente, quem sabe de nossos próprios pais.

Precisaremos achar um significado próprio para seguir caminhos que não nos entusiasmavam antes, mas podem, como qualquer outra parede, tornar-se nossos à medida que encontramos as nossas motivações para continuar o que sempre fizemos.

Outra opção é encontrarmos a coragem necessária para descer grande parte de nossa escada, pisar no chão, segurar a escada nas costas, carregá-la para posicioná-la no seu lugar de direito – a nossa parede – e reiniciar a escalada, que agora poderá ser muito mais rápida e fácil, já conhecemos a dinâmica e as regras da vida. Com frequência encontramos algum amigo ou conhecido fazendo isso.

Enfim, quando nascemos como seres humanos, encontramos um mundo que já existia antes de nós e provavelmente continuará a existir após a nossa passagem.

Diferentemente de qualquer outra civilização humana conhecida, a cultura ocidental permite que cada indivíduo participe e contribua na construção do conhecimento e do próprio mundo. Para isso, antes de tudo, precisamos conhecer o mundo que nos cerca, nos humanizarmos, para conseguir expressar a nossa essência e de dar as nossas próprias contribuições.

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